domingo, 6 de janeiro de 2013

Cocaína


Cocaína

Uma das formas de utilização da cocaína é por meio da inalação

Erythroxylon coca é uma planta encontrada na América Central e América do Sul. Essas folhas são utilizadas, pelo povo andino, para mascar ou como componente de chás, com a função de aliviar os sintomas decorrentes das grandes altitudes. Entretanto, uma substância alcaloide que constitui cerca de 10% desta parte da planta, chamada benzoilmetilecgonina, é capaz de provocar sérios problemas de saúde e também sociais.
Na primeira fase da extração do alcaloide, as folhas são prensadas em ácido sulfúrico, querosene ou gasolina, resultando em uma pasta denominada sulfato de cocaína. Na segunda e última, utiliza-se ácido clorídrico, formando um pó branco. Assim, neste segundo caso, ela pode ser aspirada, ou dissolvida em água e depois injetada. Já a pasta é fumada em cachimbos, sendo chamada, neste caso, de crack. Há também a merla, que é a cocaína em forma de base, cujos usuários fumam-na pura ou juntamente com maconha.
Atuando no Sistema Nervoso Central, a cocaína provoca euforia, bem estar, sociabilidade. Pelo fato de que nem sempre as pessoas conseguem ter tais sensações naturalmente, e de forma intensa, uma pessoa que se permite utilizar esta substância tende a querer usar novamente, e mais uma vez, e assim sucessivamente.

O coração tende a acelerar, a pressão aumenta e a pupila se dilata. O consumo de oxigênio aumenta, mas a capacidade de captá-lo, diminui. Este fator, juntamente as com arritmias que a substância provoca, deixa o usuário pré-disposto a infartos. O uso frequente também provoca dores musculares, náuseas, calafrios e perda de apetite.

Como a cocaína tende a perder sua eficácia ao longo do tempo de uso, fato este denominado tolerância à droga, o usuário tende a utilizar progressivamente doses mais altas buscando obter, de forma incessante e cada vez mais inconsequente, os mesmos efeitos agradáveis que conseguia no início de seu uso. Dosagens muito frequentes e excessivas provocam alucinações táteis, visuais e auditivas; ansiedade, delírios, agressividade, paranoia.
Este ciclo torna-o também cada vez mais dependente, fazendo de tudo para conseguir a droga, resultando em problemas sérios não só no que tange à sua saúde, mas também em suas relações interpessoais. Afastamento da família e amigos, e até mesmo comportamentos condenáveis, como participação de furtos ou assaltos para obter a droga são comuns.
Além de provocar, em longo prazo, comprometimento dos músculos esqueléticos, existem ainda os agravantes recorrentes da forma de uso. Cocaína injetável, por exemplo, pode provocar a contaminação por doenças infecciosas, como hepatite e AIDS, e infecções locais. No caso daqueles que inalam, comprometimento do olfato, rompimento do septo nasal e complicações respiratórias, estas últimas também típicas dos fumantes, incluindo aí bronquite, tosse persistente e disfunções severas. Gestantes podem ter bebês natimortos, com malformações, ou comprometimento neurológico.
Romper com a droga é difícil, já que o indivíduo tende a se sentir deprimido, irritadiço, e com insônia. Assim, quando um usuário opta por deixá-la, deve receber bastante amparo e ser incentivado neste sentido. É necessária ajuda médica, tanto no processo de desintoxicação quanto tempos depois desta etapa.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

sábado, 5 de janeiro de 2013

Adolescentes consideram cyberbullying um dos maiores riscos da internet


Adolescentes consideram cyberbullying um dos maiores riscos da internet

  
Pesquisa mostra que 36% dos jovens conhece alguém que já foi agredido ou humilhado pela web
Publicado em 07/05/2011 23:21 

PRISCILLA NERY
Especial para o RROnline*


Uma pesquisa realizada pela ONG SaferNet, especializada na segurança de crianças e jovens na internet, mostrou que 36% dos mais de 2.000 entrevistados conhecem alguém que já foi vítima de humilhações ou agressões via web – o famoso bullying virtual ou cyberbullying. A organização ouviu meninos e meninas com idade entre 10 e 17 anos. O estudo também mostrou que 16% das crianças e adolescentes acreditam que este tipo de crime é um dos maiores riscos da rede.

"Apesar de o número de jovens que já sofreram bullying ser reduzido, eles estão mais vulneráveis ao cyberbullying, uma vez que algumas pessoas têm comportamentos online que não teriam pessoalmente", disse Rodrigo Nejm, psicólogo e diretor de prevenção da SaferNet.

Embora não exista um perfil para vítimas de cyberbullying, elas em geral são as mesmas que sofrem bullying: aquelas que têm algo diferente em meio a um grupo de alunos costumam ser alvos das agressões. “Já vi gente ofendendo pessoas pela internet por elas serem mais quietas, não terem muitas amizades”, contou Luana Rocha, de 14 anos. A adolescente declarou que uma pessoa conhecida já foi vítima de agressões via web, através de recados enviados pelo Orkut. “Ela tinha medo de os agressores passarem das ofensas para algo mais grave, por isso não chegou a denunciar”, disse.

De acordo com o psicólogo Fernando Elias José, especialista em educação, recados desqualificadores em redes sociais, exposição de fotos e exposição da vitima através de e-mail com dados pessoais são os tipos mais corriqueiros de cyberbullying. “Em se tratando de endereços virtuais, o mais comum de acontecer é em sites de relacionamento como Orkut e Facebook, através de conversas pelo MSN e Twitter, em que agressor e vítima estão completamente expostos, sem qualquer tipo de proteção ou amparo”, explicou.

Keith Castelline, de 13 anos, tem uma amiga que é vítima constante de bullying ao vivo e pela rede. “Ela está meio acima do peso, por isso alguns meninos ficam mandando mensagens humilhantes pela internet. Ela já respondeu algumas vezes, mas não adiantou. Eles continuam colocando apelidos maldosos”, afirmou.

Rodrigo Nejm alerta que nunca se deve responder às provocações, pois essa atitude só vai gerar mais ofensas. “As vítimas não devem responder nem entrar na disputa, pois isso poderá intensificar a violência. O correto é pedir ajuda para um adulto de confiança, que auxilie o jovem para gravar e registrar o cyberbullying no caso de ser necessário processar judicialmente o agressor”, recomendou.

Consequências - O apoio dos pais ou outros adultos é importante para que a vítima supere as agressões. No geral, a humilhação, seja ao vivo ou pela internet, deixa marcas dolorosas. “A vítima pode ficar com sequelas psicológicas e estigmatizada em razão das agressões, e ter dificuldades de estabelecer novos contatos com pessoas”, disse o psicólogo Fernando Elias José.

A atenção dos responsáveis também é indispensável para que o cyberbullying seja identificado, já que adolescentes que sofrem com ele podem ficar retraídos e com medo de expor a situação. Portanto, mudanças bruscas no comportamento de crianças e jovens frente ao computador devem ser consideradas e analisadas. Em casos mais graves, pode ser necessário buscar a ajuda de um psicólogo.

Quando falamos de garotos e garotas, a chave para evitar agressões e problemas é a orientação. Isso porque adolescentes que praticam cyberbullying podem não ter consciência de que estão cometendo um crime. “Eles devem entender a dimensão pública da internet, ali não é ‘terra de ninguém’. O comportamento online deve envolver cidadania, respeito e educação”, falou Rodrigo Nejm.

E o mesmo conceito vale para as vítimas, que devem ter muito cuidado ao divulgar informações na rede, sabendo que várias pessoas desconhecidas terão acesso àqueles dados. E, assim como na vida real, esses indivíduos podem ou não ter más intenções.

Adolescentes são vítimas de cyberbullying


Adolescentes são vítimas de cyberbullying

Exposição é feita pela internet, e agressores conseguem manter o anonimato; escolas procuram solução.

Alunos adolescentes são vítimas de um novo tipo de intimidação. É o cyberbullying. A exposição vem pela internet. E, muitas vezes, a vítima nem sabe que está sendo alvo das brincadeiras. Noutras, até descobre. Mas não consegue se defender porque o agressor é anônimo. Por isso, algumas escolas de São Paulo tentam encontrar uma solução.

Basta entrar na internet para encontrar a nova mania dos adolescentes. Colocar na rede brigas de alunos, gravadas nos celulares dos colegas. Também na internet, nas páginas de relacionamento, várias comunidades falam mal de uma pessoa em particular.

Dentro do laboratório de informática dessa escola, o acesso a sites de relacionamento e de bate-papo é proibido, mas fora da escola, a internet é ferramenta de uso diário dos alunos.

“Todo mundo fica por dentro da privacidade das outras pessoas, que nem conhece”, diz Isabela Toledo, 14 anos.

A disciplina, criada há dez anos para tratar do comportamento e da ética, hoje também fala das relações pela internet.

“Às vezes você consegue perceber diferenças que existem entre o cyberbullying e o bullying?”, pergunta Roberto Trindade, professor.

“No bullying normal, ela tá com mais gente, e vê as consequências do ato dela. No cyberbullying, não”, diz Stephani Papa, 15 anos.

“Eles têm menos chances de alguém saber que são eles”, diz Laís de Franco, 14 anos.

“Na vida real, você tem que saber intimidar a pessoa, você tem que ter essa aparência de ser forte. No cyberbullying você pode ser qualquer um. Você pode ser Super Homem”, diz Marcelo Scheliga, 15 anos.

O que fazer?

“Eu acho que eu contaria para os meus amigos. Falaria com os meus pais, dependendo da gravidade”, diz Marina Melo, 16 anos.

Ricardo recebia provocações pela internet e preferiu usar a própria rede para conversar com o agressor.

“Foi pela internet, e não aconteceu nada”, diz Ricardo Andrade, 15 anos.

No cyberbullying, o agressor conta com a vantagem do anonimato. Escondido sob um nome falso ou se fazendo passar por outra pessoa, ele se sente livre para fazer as suas maldades. Para a vítima, a reação também fica mais difícil. Porque não se sabe exatamente de onde vem essa ameaça, que se espalha tão rapidamente pela rede.

“Era uma aluna, que tirou uma foto do seu corpo, uma coisa muito sensual, e colocou num blog. Um outro aluno acabou vendo e passando para todos os outros”, diz Sueli Brasi Conte, diretora.

“Você acha que os seus amigos não vão fazer isso com você. Só fica normal que eles param de falar. Uma hora acaba, e eles vão para outro, que fica nervoso”, diz Frederico Micelli, 16 anos.

Assista à entrevista com a pedagoga e advogada Cristina Sleiman.

Você foi vítima de cyberbullying? Saiba como se defender

Você foi vítima de cyberbullying? Saiba como se defender

O cyberbullying é a forma virtual de praticar Bullying. Uma modalidade que vem preocupando especialistas, pais e educadores, em todo o mundo, por seu efeito multiplicador do sofrimento das vítimas. Na sua prática utilizam-se das modernas ferramentas da Internet e de outras tecnologias de informação e comunicação, móveis ou fixas, com o intuito de maltratar, humilhar e constranger. É uma forma de ataque perversa que extrapola em muito os muros da escola, ganhando dimensões incalculáveis.
Como o Cyberbullying acontece e como agem seus praticantes?
Acontece através de e-mails, torpedos, Blogs, Fotoblogs, Orkut, MSN. De forma anônima, o autor insulta, espalha rumores e boatos cruéis sobre os colegas e seus familiares, até mesmo sobre os profissionais da escola. Mensagens instantâneas são disparadas, via Internet ou celular, onde o autor se faz passar por outro, adotando nicknames semelhantes, para dizer coisas desagradáveis ou para disseminar intrigas e fofocas. Blogs são criados para azucrinar e o Orkut é utilizado para excluir e expor os colegas de forma vexatória. Fotografias são tiradas, com ou sem o consentimento das vítimas, sendo alteradas, através de montagens constrangedoras, incluindo ofensas, piadinhas, comentários sexistas ou racistas. Essas imagens, muitas vezes, são divulgadas em sites, colocadas em newsgroups e até nas redes de serviços, ou divulgadas através de materiais impressos espalhadas nos corredores, banheiros, ou circulam entre os alunos, sem o conhecimento das vítimas. Quando descobre, seu nome e imagem já estão em rede mundial, sendo muito difícil sair ilesa da situação. Há casos em que a vítima tem o seu E-mail invadido pelo agressor, que se fazendo passar por ela, envia mensagens, com conteúdos difamatórios, com gravíssimas conseqüências para a vítima e seus familiares. A participação em fóruns e livros de visitas também são estratégias utilizadas pelos praticantes, deixando mensagens negativas sobre o assunto em questão ou opinando de maneira inconveniente.
Votações são realizadas através de sites, para escolher ou eleger colegas com características estereotipadas.
Em que o Cyberbullying difere do Bullying?
A diferença está nos métodos e ferramentas utilizadas pelos praticantes. O Bullying ocorre no mundo real enquanto que o cyberbullying ocorre no mundo virtual. Geralmente, nas demais formas de maus-tratos, a vítima conhece seu agressor, mesmo que os ataques sejam diretos ou indiretos. No Cyberbullying, os agressores se motivam pelo "anonimato", valendo-se de nomes falsos, apelidos ou fazendo-se passar por outras pessoas.
Quem são os maiores praticantes de Cyberbullying? É possível traçar um perfil dessas pessoas?
Os maiores praticantes, sem dúvida, são os adolescentes. Não é possível traçar um perfil por se tratar de ataques virtuais, onde a imagem e a identidade do agressor não são expostas e as vítimas, quando descobrem, raramente denunciam. Porém, à medida que o conhecimento do tema tem se popularizado e a comunidade escolar tem se conscientizado, medidas legais vêm sendo tomadas por parte das vítimas e seus familiares, bem como das escolas. Conhecemos casos em que o autor foi rastreado, identificado pela polícia e seus responsáveis, encontram-se respondendo a processos, por danos morais e outros artigos previstos em Lei. Lembramos que as Delegacias Especializadas em Crimes Cibernéticos dispõem de recursos para identificar a origem das mensagens.
O que o praticante ou agressor precisa saber?
Precisa saber que o seu comportamento não é aceitável e como tal, é passível de punição, de acordo com o Regimento Interno Escolar e com o Estatuto da Criança e do Adolescente. A escola dispõe de inúmeros profissionais dispostos a ajudá-lo a canalizar sua agressividade em ações pró-ativas. E que a intolerância, o desrespeito e a dificuldade de empatia devem ser convertidos em respeito, cooperação, solidariedade e ações direcionadas à construção de um ambiente pacifico, do qual dependerá o seu futuro profissional e familiar.
O que a vítima deve fazer?
A) Preserve todas as provas
Seja qual for o crime que o internauta venha a ser vítima, é importante, antes de tudo, preservar o maior número de provas que conseguir. Imprimir e salvar o conteúdo das páginas ou "o diálogo" do(s) suspeito(s) numa sala de bate-papo, por exemplo, ajuda como fonte de informação para a investigação da polícia. Mas infelizmente não vale como prova em juízo, pois carece de fé pública. Uma alternativa para registrar provas que estejam on-line é recorrer a um cartório e fazer uma declaração de fé pública de que o crime em questão existiu, ou lavrar uma Ata Notarial do conteúdo ilegal/ofensivo. Isso é necessário porque, como a internet é muito dinâmica, as informações podem ser tiradas do ar ou removidas para outro endereço a qualquer momento.
O cuidado com a preservação das provas torna-se ainda mais importante quando a Justiça brasileira já responsabilizou, em algumas de suas decisões, internautas que não guardaram registros do crime on-line de que foram vítimas, o que torna o golpe duplamente custoso ao usuário da rede.
B) Com as provas na mão, procure uma Delegacia de Polícia e registre a ocorrência
Elaboramos uma lista de Delegacias Especializadas em Crimes Cibernéticos onde as vítimas poderão apresentar queixa-crime. Caso no seu Estado não exista uma Delegacia Especializada, procure a mais próxima da sua residência.
O que fazer inicialmente?
A despeito da ação penal, pode o cidadão que se sentir lesado em seus direitos notificar diretamente o prestador do serviço de conteúdo para que remova o conteúdo ilegal e/ou ofensivo de seus servidores e preserve todas as provas da materialidade e os indícios de autoria do(s) crime(s).
Onde encontrar uma delegacia especializada em crimes cibernéticos?
• Distrito Federal
Polícia Civil - Divisão de Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (DICAT)
Endereço: SIA TRECHO 2 LOTE 2.010 1º ANDAR, BRASÍLIA-DF, CEP: 71200-020.
Telefone: (0xx61) 3361-9589
E-mail: dicat@pcdf.df.gov.br
OBS: A DICAT é uma Divisão especializada em crimes tecnológicos que tem como atribuição assessorar as demais unidades da Polícia Civil do Distrito Federal. Como Divisão, a DICAT não atende ao público, não registra ocorrências nem instaura inquéritos policiais. A finalidade da DICAT é prestar apoio às Delegacias de Polícia do DF nas investigações de crimes que envolvam o uso de alta tecnologia, como computadores e internet, agindo sob provocação das Delagacias que necessitarem de auxílio no "universo virtual", por exemplo. Ou seja: qualquer Delegacia do Distrito Federal poderá fazer o Registro da Ocorrência, investigar, e qualquer dificuldade ou necessidade de um apoio mais técnico, solicita auxílio a DICAT.
Desse modo, a vítima de crime cibernético no Distrito Federal pode procurar qualquer uma das Delegacias de Polícia (as não especializadas) para efetuar registro da ocorrência.
Por fim, a DICAT recebe denúncias de crimes cibernéticos (que são repassadas aos órgãos competentes) e presta esclarecimentos sobre condutas a serem adotadas por vítimas de crimes cibernéticos no DF, quando informados ou solicitados por e-mail.
• Espírito Santo
Polícia Civil - Núcleo de Repressão a Crimes Eletrônicos (NURECCEL)
Endereço: O Núcleo funciona do edifício-sede da Chefia de Polícia Civil, 2º andar, localizado na Av. Nossa Senhora da Penha, 2290 - Bairro Santa Luiza - Vitória/ES, ao lado do DETRAN.
Telefone: 0xx027 - 3137-9078 ou fax 0xx027 - 3137-9077
E-mail: nureccel@pc.es.gov.br
WebSite: http://www.pc.es.gov.br/nureccel.asp
• Goiás
Polícia Civil - Divisão de Repressão aos Cibercrimes (DRC) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) - Goiânia/GO
Telefone: 0xx62 - 3201-1150 / 3201-1140
• Minas Gerais
Polícia Civil - Delegacia Especializada de Repressão a Crimes contra a Informática e Fraudes Eletrônicas - DERCIFE
Endereço: Av. Antônio Carlos, 901 - Lagoinha - Belo Horizonte - MG
Telefone: 0xx31 - 3429-6024 | Horário de Atendimento: 08:30 às 18:30 horas
E-mail: dercifelab.di@pc.mg.gov.br
• Pará
Polícia Civil - Delegacia Virtual
WebSite: http://www.delegaciavirtual.pa.gov.br
E-mail: comunicacao@policiacivil.pa.gov.br
• Paraná
Polícia Civil - Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber)
Endereço: Rua José Loureiro, 376 - 1º. Andar - sala 1 - Centro - Curitiba-PR
E-mail: cibercrimes@pc.pr.gov.br
Telefone: (0xx41) 3883-8100
• Pernambuco
Polícia Civil - Delegacia interativa
WebSite:http://ww8.sds.pe.gov.br/delegaciainterativa/default.jsp
E-mail: policiac@fisepe.pe.gov.br
• Rio de Janeiro
Polícia Civil - Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI)
Endereço: Rua Professor Clementino Fraga nº 77 - Cidade Nova (prédio da 6ª DP), Rio de Janeiro, RJ
Telefone: 0xx21 - 3399-3203/3200
E-mails: drci@policiacivil.rj.gov.br / drci@pcerj.rj.gov.br
• São Paulo
Polícia Civil - 4ª. Delegacia de Delitos Cometidos por meios Eletrônicos - DIG/DEIC
Avenida Zack Narchi,152 - Carandiru, São Paulo-SP OBS: perto da antiga detenção do Carandiru, próximo ao Center Norte, estação do metrô do carandiru
Telefone: 0xx11 - 6221-7030 / 6221-7011 - ramal 208
E-mail: 4dp.dig.deic@policiacivil.sp.gov.br
Nos Estados da Federação onde não houverem delegacias especializadas, procure a mais próxima da sua residência.
FonteEl Cabron

O QUE É BULLYING E QUEM O PRATICA?

O QUE É BULLYING E QUEM O PRATICA?

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Começo hoje com a tradução de um capítulo do livro How to Deal with Taunting, Teasing and Tormenting, de Kathleen Winkler, publicado numa série chamada Questões em Foco Hoje, em 2005, pela Enslow Publishers, Inc. USA.  A linguagem é bem acessível e considero ser um bom ponto de partida.
“Desde os recentes tiroteios em escolas, metade do mundo parece estar dizendo – `O bullying está ficando muito pior`, enquanto que a outra metade diz, `O bullying sempre existiu; nós é que estamos levando-o mais a sério agora`.
Quem está certo? Provavelmente ambos.  Ao mesmo tempo em que as pessoas sempre prestaram atenção ao bullying, os terríveis eventos na Columbine High School, no Colorado, (em que dois alunos que sofreram bullying mataram doze colegas e um professor) ajudaram a focar a atenção no problema.  Pesquisas sérias estão em andamento, e os pesquisadores também estão se voltando para estudos mais antigos, antes de Columbine, com um olhar renovado.
O que é bullying?
Um dos problemas encontrados ao se pesquisar o bullying é definir exatamente o que a palavra significa.  Bullying significa apenas bater, empurrar ou atormentar alguém?  Inclui colocar apelidos ou encarnar em alguém por causa do nariz grande?  Inclui também fechar as portas do grupo social para alguém?  O bullying inclui insultos raciais e observações degradantes sobre a sexualidade de alguém?
A definição mais frequentemente usada para bullying é esta: Bullying é qualquer tipo de abuso contínuo, físico ou verbal, com a intenção de ferir,  onde existe um desequilíbrio de poder entre o bully e a vítima.  Geralmente, mas não sempre, significa uma criança ou adolescente maior e mais velho pegando no pé de um mais fraco, ou um mais popular com um menos popular.
De alguma forma, bullying é um jogo “de ficar por cima”, uma tentativa de vencer enquanto o outro perde.  Geralmente a vítima fica muito aborrecida (diferente das brincadeiras normais).  O bully geralmente não vê suas ações como fora da linha.  Às vezes, infelizmente, a linha entre “só brincadeira” e bullying pode parecer muito nebulosa.  Vítimas e bullies podem não ter consciência da diferença.
Os comportamentos de bullying podem ser diretos: ‘pegar no pé’, ameaçar, bater ou roubar pertences das vítimas.  Podem também ser indiretos: espalhar fofocas, isolar um colega excluindo-o do grupo social.  Em geral, os meninos se envolvem em bullying direto  mais do que as meninas, que são mais propensas ao bullying indireto, embora certamente existam exceções.  Algumas pesquisas têm mostrado que o comportamento de bullying direto começa a aumentar durante os anos do Fundamental 1 (Elementary School) , atinge um pico no Fundamental 2 (Middle School) e começa a diminuir no Ensino Médio (High School).”

O Cyberbullying


Cyberbullying é uma prática que remete a hostilização do próximo por meio de tecnologias da informação. Envolve o fortalecimento de comportamentos nocivos, maldosos e repetidos contra uma pessoa.
Sabemos que o termo “bullying” designa uma ação de violência física, psicológica e de perseguição hostil contra uma pessoa, é uma prática muito comum nas escolas. O termo “cyber”, popularmente, refere-se ao uso virtual de meios digitais como a internet. Associando os significados, o “cyberbullying” é praticar bullying pela internet, celular e demais dispositivos tecnológicos.
É ridicularizar alunos, professores, amigos e desconhecidos perante a sociedade virtual. Pelo celular é praticado por meio de torpedos; na internet os praticantes de cyberbullying atuam via e-mail, blog, fotologs e redes sociais.
A prática reúne ações de discriminação não identificadas, porém a legislação do crime da internet possibilita a quebra de sigilo de trafego da internet e o praticante de cyberbullying pode ser descoberto.
Entre as mídias sociais, as mais populares são o principal local para o cyberbullying. Já é comum encontrar ultrajes no Orkut, no Facebook, no Twitter e em mensagens pelo MSN. Há vários relatos no Brasil e no exterior, de adolescentes que entraram em estado depressivo a ponto de se suicidarem após sofrerem, por meio de mensagens eletrônicas, discriminação e diversas ofensas.
Esse problema tem sido discutido em nível mundial não somente pelas autoridades, mas também pelas famílias dos jovens e professores.  Trata-se do uso da tecnologia da informação para , de forma covarde, ameaçar, humilhar e intimidar uma pessoa.
Nas mídias sociais há comunidades que possuem o objetivo de ofender e xingar pessoas por meio de palavras de baixo escalão e de fotos manipuladas. No Rio de Janeiro, a Delegacia de Crimes Virtuais considera a prática como um conjunto de crimes contra a honra, considerada uma forma de injúria (ofensa) e calúnia (acusação injusta).
Se o praticante de cyberbullying for menor de idade poderá responder de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, podendo sofrer desde uma advertência até internação em centro de recuperação. A escola só é responsabilizada se a prática partir do ambiente escolar.
Sob decisão judicial há casos em que a vítima pode receber das empresas detentoras dos sites de relacionamento uma quantia em dinheiro referente ao pagamento de danos morais sofridos.

Cyberbullying: a violência virtual


Cyberbullying: a violência virtual

Na internet e no celular, mensagens com imagens e comentários depreciativos se alastram rapidamente e tornam o bullying ainda mais perverso. Como o espaço virtual é ilimitado, o poder de agressão se amplia e a vítima se sente acuada mesmo fora da escola. E o que é pior: muitas vezes, ela não sabe de quem se defender

Beatriz Santomauro (bsantomauro@fvc.org.br)
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Um xinga, o outro chora e o resto cai na risada
Ilustração: Alice Vasconcellos
Quando se trata de bullying cyberbullying, é comum pensar que há apenas dois envolvidos: a vítima e o agressor. Mas os especialistas alertam para um terceiro personagem fundamental: o espectador. Veja a seguir o que caracteriza a ação de cada um deles nos casos de violência entre os jovens.

Vítima Costuma ser tímida ou pouco sociável e foge do padrão do restante da turma pela aparência física (raça, altura, peso), pelo comportamento (melhor desempenho na escola) ou ainda pela religião. Geralmente, é insegura e, quando agredida, fica retraída e sofre, o que a torna um alvo ainda mais fácil. Segundo pesquisa da ONG Plan, a maior parte das vítimas - 69% delas - tem entre 12 e 14 anos. Ana Beatriz Barbosa Silva, médica e autora do livro Bullying: Mentes Perigosas na Escola, cita algumas das doenças identificadas como o resultado desses relacionamentos conflituosos (e que também aparecem devido a tendências pessoais), como angústia, ataques de ansiedade, transtorno do pânico, depressão, anorexia e bulimia, além de fobia escolar e problemas de socialização. A situação pode, inclusive, levar ao suicídio. Adolescentes que foram agredidos correm o risco de se tornar adultos ansiosos, depressivos ou violentos, reproduzindo em seus relacionamentos sociais aqueles vividos no ambiente escolar. Alguns também se sentem incapazes de se livrar do cyberbullying. Por serem calados ou sensíveis, têm medo de se manifestar ou não encontram força suficiente para isso. Outros até concordam com a agressão, de acordo com Luciene Tognetta. O discurso deles vai no seguinte sentido: "Se sou gorda, por que vou dizer o contrário?" Aqueles que conseguem reagir alternam momentos de ansiedade e agressividade. Para mostrar que não é covarde ou quando percebe que seus agressores ficaram impunes, a vítima pode escolher outras pessoas mais indefesas e passam a provocá-las, tornando-se alvo e agressor ao mesmo tempo.

Agressor Atinge o colega com repetidas humilhações ou depreciações porque quer ser mais popular, se sentir poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, se sente satisfeito com a reação do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa será aquela crueldade vivida pela vítima. O anonimato possibilitado pelo cyberbullying favorece a sua ação. Usa o computador sem ser submetido a julgamento por não estar exposto aos demais. Normalmente, mantém esse comportamento por longos períodos e, muitas vezes, quando adulto, continua depreciando outros para chamar a atenção. "O agressor, assim como a vítima, tem dificuldade de sair de seu papel e retomar valores esquecidos ou formar novos", explica Luciene.

Espectador 
Nem sempre reconhecido como personagem atuante em uma agressão, é fundamental para a continuidade do conflito. O espectador típico é uma testemunha dos fatos: não sai em defesa da vítima nem se junta aos agressores. Quando recebe uma mensagem, não repassa. Essa atitude passiva ocorre por medo de também ser alvo de ataques ou por falta de iniciativa para tomar partido. "O espectador pode ter senso de justiça, mas não indignação suficiente para assumir uma posição clara", diz Luciene. Também considerados espectadores, há os que atuam como uma plateia ativa ou uma torcida, reforçando a agressão, rindo ou dizendo palavras de incentivo. Eles retransmitem imagens ou fofocas, tornando-se coautores ou corresponsáveis.
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Cyberbullying: a violência virtual



Cyberbullying: a violência virtual

Na internet e no celular, mensagens com imagens e comentários depreciativos se alastram rapidamente e tornam o bullying ainda mais perverso. Como o espaço virtual é ilimitado, o poder de agressão se amplia e a vítima se sente acuada mesmo fora da escola. E o que é pior: muitas vezes, ela não sabe de quem se defender

Beatriz Santomauro (bsantomauro@fvc.org.br)
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Cyberbullying. Foto: Marcelo Zocchio
Todo mundo que convive com crianças e jovens sabe como eles são capazes de praticar pequenas e grandes perversões. Debocham uns dos outros, criam os apelidos mais estranhos, reparam nas mínimas "imperfeições" - e não perdoam nada. Na escola, isso é bastante comum. Implicância, discriminação e agressões verbais e físicas são muito mais frequentes do que o desejado. Esse comportamento não é novo, mas a maneira como pesquisadores, médicos e professores o encaram vem mudando. Há cerca de 15 anos, essas provocações passaram a ser vistas como uma forma de violência e ganharam nome: bullying (palavra do inglês que pode ser traduzida como "intimidar" ou "amedrontar"). Sua principal característica é que a agressão (física, moral ou material) é sempre intencional e repetida várias vezes sem uma motivação específica. Mais recentemente, a tecnologia deu nova cara ao problema. E-mails ameaçadores, mensagens negativas em sites de relacionamento e torpedos com fotos e textos constrangedores para a vítima foram batizados de cyberbullying. Aqui, no Brasil, vem aumentando rapidamente o número de casos de violência desse tipo.

Nesta reportagem, você vai entender os três motivos que tornam o cyberbullying ainda mais cruel que o bullying tradicional.

- No espaço virtual, os xingamentos e as provocações estão permanentemente atormentando as vítimas. Antes, o constrangimento ficava restrito aos momentos de convívio dentro da escola. Agora é o tempo todo.

- Os jovens utilizam cada vez mais ferramentas de internet e de troca de mensagens via celular - e muitas vezes se expõem mais do que devem.

- A tecnologia permite que, em alguns casos, seja muito difícil identificar o(s) agressor(es), o que aumenta a sensação de impotência.

Raissa*, 13 anos, conta que colegas de classe criaram uma comunidade no Orkut (rede social criada para compartilhar gostos e experiências com outras pessoas) em que comparam fotos suas com as de mulheres feias. Tudo por causa de seu corte de cabelo. "Eu me senti horrorosa e rezei para que meu cabelo crescesse depressa."

Esse exemplo mostra como a tecnologia permite que a agressão se repita indefinidamente (veja as ilustrações ao longo da reportagem). A mensagem maldosa pode ser encaminhada por e-mail para várias pessoas ao mesmo tempo e uma foto publicada na internet acaba sendo vista por dezenas ou centenas de pessoas, algumas das quais nem conhecem a vítima. "O grupo de agressores passa a ter muito mais poder com essa ampliação do público", destaca Aramis Lopes, especialista em bullying ecyberbullying e presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ele chama a atenção para o fato de que há sempre três personagens fundamentais nesse tipo de violência: o agressor, a vítima e a plateia. Além disso, de acordo com Cléo Fante, especialista em violência escolar, muitos efeitos são semelhantes para quem ataca e é atacado: déficit de atenção, falta de concentração e desmotivação para os estudos (leia mais na próxima página).

Esse tormento permanente que a internet provoca faz com que a criança ou o adolescente humilhados não se sintam mais seguros em lugar algum, em momento algum. Na comparação com obullying tradicional, bastava sair da escola e estar com os amigos de verdade para se sentir seguro. Agora, com sua intimidade invadida, todos podem ver os xingamentos e não existe fim de semana ou férias. "O espaço do medo é ilimitado", diz Maria Tereza Maldonado, psicoterapeuta e autora de A Face Oculta, que discute as implicações desse tipo de violência. Pesquisa feita este ano pela organização não governamental Plan com 5 mil estudantes brasileiros de 10 a 14 anos aponta que 17% já foram vítimas de cyberbullying no mínimo uma vez. Desses, 13% foram insultados pelo celular e os 87% restantes por textos e imagens enviados por e-mail ou via sites de relacionamento.

Cyberbullying: parece brincadeira, mas não é


Cyberbullying: parece brincadeira, mas não é



 Você já deve ter percebido que no seu grupo de amigos – seja na escola, no prédio ou na rua em que você mora – cada um possui uma característica diferente. Um é mais baixo, outro, mais gordo, uma usa óculos, outro é ruivo, uns são tímidos e outros falam pelos cotovelos. Por causa dessas características, é comum surgirem brincadeiras de mau gosto e apelidos maldosos que criticam desde os aspectos físicos até a maneira como o outro se veste. Alguns exemplos são: “rolha de poço”, “quatro-olhos”, “ferrugem”, “girafa”, entre outros. Mas, muitas vezes, essas simples brincadeiras ultrapassam o limite e perdem a graça. Dos apelidos surgem outras formas de intimidação e humilhação que causam constrangimento.
Para esse tipo de comportamento, comum entre jovens e adolescentes, os americanos deram o nome de bullying. O termo não possui tradução em português, e nós brasileiros passamos a utilizá-lo para descrever atitudes praticadas por uma ou mais pessoas que têm o objetivo de intimidar e humilhar alguém ou um grupo mais fraco.
Muito combatido por professores e educadores, o bullying não é atual. Mas suas consequências são maiores do que imaginamos. Segundo Maria Apparecida Mamede, pedagoga e doutora em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), quem sofre o bullyingacaba desenvolvendo mecanismos de defesa para se afastar do problema. “O adolescente passa a evitar atividades sociais, como ir a festas, por exemplo. É comum também percebermos uma piora do desenvolvimento escolar desse aluno”, explica. Ainda segundo Maria Apparecida, obullying precisa ser denunciado. “Quem sofre o bullying costuma fingir que nada está acontecendo. Por isso, é preciso que a vítima seja encorajada a enfrentar a situação e que converse com seus responsáveis. Caso o bullying ocorra no ambiente escolar, a direção, a coordenação e a orientação também precisam ser comunicadas, diz.
Cyberbullying
OrkutFacebookMsnTwitter. Todas essas redes sociais fazem parte do nosso dia a dia. Nelas podemos manter contatos com os amigos da escola, postar fotos, enviar links, criar comunidades sobre a nossa banda predileta, etc. No entanto, muitas pessoas utilizam essas redes como meios de fazer bullying.
Esse tipo de bullying, praticado na internet, é chamado decyberbullying. O cyberbullying pode, então, ser definido como “atitude que envolve o uso de tecnologias de informação e comunicação para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos e hostis praticados por um indivíduo ou grupo com a intenção de prejudicar outrem”. Ou seja, no cyberbullying utiliza-se da tecnologia para ameaçar, humilhar ou intimidar alguém por meio das novas ferramentas de comunicação. Ele pode ser visto em comunidades criadas com o objetivo de ofender e xingar pessoas, na manipulação de fotos e nos e-mails ofensivos que invadem o espaço íntimo da vítima.
Umas das mais graves características do cyberbullying é o anonimato, já que as chances de descobrir o autor das ações são muito menores no ambiente virtual. “Quem pratica o cyberbullyingé covarde”, afirma a professora Maria Apparecida Mamede.
Tudo tem seu preço
De acordo com a delegada Hellen Sardenberg, da Delegacia de Crimes Virtuais do Rio de Janeiro, algumas formas de bullying realizadas no espaço virtual podem configurar crimes contra a honra, como injúria, quando se ofende a honra subjetiva de outra pessoa; calúnia, quando acusamos alguém injustamente e difamação, quando ofendemos a reputação de outro na sociedade. Em casos extremos o bullying deve ser tratado como crime e, no ano passado, a delegacia recebeu três denúncias. Pode parecer pouco, mas para a delegada “esse número é alto para um fenômeno recente. No entanto, antes de levar o caso à delegacia é importante que o problema seja debatido, primeiro, em casa ou no ambiente escolar”, explica Hellen Sardenberg.
Segundo a delegada, se o autor do bullying for menor que 18 anos ele responderá à infração de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, podendo ter como pena desde uma advertência até a internação em centros de recuperação. “É dever dos responsáveis e da escola evitar o problema. A primeira educação vem da família. Os responsáveis devem estabelecer  limites do que o jovem pode ou não fazer na internet. E a escola também se torna responsável a partir do momento em que o bullying for feito dentro do ambiente escolar”, afirma Hellen.
Um caso ocorrido recentemente em Rondônia mostra que a internet está na mira das autoridades. O Tribunal de Justiça do estado propôs uma ação em defesa de duas jovens menores de 18 anos que foram alvo de cyberbullying em comunidades do Orkut. A Google,  empresa criadora da rede social, foi condenada por danos morais e terá de pagar uma multa diária de 5 mil reais referente aos dias em que as comunidades estiveram no ar. Além disso, a empresa foi obrigada a identificar os moderadores e participantes que postaram os comentários ofensivos.
O que aconteceu em Rondônia reflete a importância de agirmos com ética e respeito às diferenças, mesmo no ambiente virtual. “O cyber espaço serve de suporte tanto para o bem quanto para o mal. No caso do cyberbullying ele é utilizado para o mal”, finaliza a pedagoga Maria 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Dia triste demais,


Três irmãos morrem afogados em córrego

Crianças tinham 5, 7 e 10 anos, sendo que outra irmã de 8 anos que estava no local saiu correndo para chamar o pai
Silvino do Rosário, avô das crianças que se afogaram, fala sobre o trágico acidente desta sexta-feira (30)
Guilherme Magnin/O Liberal
Três irmãos morreram ontem ao se afogar em um córrego na região do bairro rural Santo Antonio do Sapezeiro, em Santa Bárbara d'Oeste. Vanessa Brito Rosário, de 10 anos, Bruno Brito Rosário, de 7, e Lucas Brito Rosário, de 5, brincavam com a irmã J.B.R, de 8, quando caíram na parte mais funda do córrego, que tem pouco mais de dois metros de profundidade. A menina, única criança que sobreviveu ao acidente, chamou o pai, o lavrador Divino Brito Rosário, que acionou o Corpo de Bombeiros. Quando a corporação chegou ao local, que é de difícil acesso, elas já estavam mortas. 
Córrego em SB_Portal liberal.com.br
Policiais e técnicos do Instituto de Criminalística próximos ao córrego onde os três irmão se afogaram
Clayton Damasceno/O Liberal
A tragédia aconteceu por volta das 15 horas. Uma hora depois, quando os bombeiros chegaram, um mergulhador retirou os corpos, que permaneceram às margens do corpo d'água até a chegada dos técnicos do IC (Instituto de Criminalística), no final da tarde. Por volta das 19 horas, o veículo de uma funerária removeu as crianças ao IML (Instituto Médico Legal). Após o exame de necropsia elas serão liberadas para a família. Ainda não há informações sobre os horários do velório e sepultamento.

Os pais das três crianças trabalham como caseiros em uma granja próxima ao sítio onde aconteceu o afogamento. Em estado de choque, os dois tiveram de ser levados a uma unidade de saúde para serem medicados. Os avós dos três irmãos, além de dois tios, estiveram no local. "As crianças eram muito alegres e até um pouco arteiras, mas a gente nunca imaginou que uma coisa dessas pudesse acontecer com elas. Ficamos sabendo da notícia no começo da tarde e eu nem vi meu filho ainda", disse o lavrador Silvino do Rosário, avô dos menores.

TRATAMENTO. O Conselho Tutelar de Santa Bárbara informou que vai acompanhar a criança que sobreviveu ao incidente e encaminhar a família para tratamento psicológico. "Vamos seguir com o acompanhamento à menina, que é a nossa obrigação enquanto protetores dos direitos da criança e do adolescente e indicar os pais para um Creas (Centro de Referência Especializado em Assistência Social), porque eles vão precisar de muito apoio psicológico", informou a conselheira Isabel Cristina Giovanelli de Oliveira.

Após a remoção dos corpos, o caso foi registrado no plantão policial do município. A Polícia Civil vai instaurar um inquérito para apurar as causas do acidente(( O VÍDEO COM DEPOIMENTO DO AVÔ NÃO DÁ PRA VISUALISAR, QUEM QUISER VER ACESSE O LINK DO JORNAL)).http://www.liberal.com.br//noticia/0442B15DD76-3_irmaos_morrem_afogados_em_corrego